Limpeza de Pele – Como iniciar seus procedimentos faciais.

Limpeza de Pele – Como iniciar seus procedimentos faciais.

A limpeza de pele é o carro-chefe do profissional de estética quando o assunto é tratamento facial. Um dos protocolos mais requisitados nas cabines, ela é a base para qualquer procedimento. Afina, desobstruí os óstios, equilibra a oleosidade e facilita a permeação de ativos. 

Para que obtenhamos bons resultados alguns cuidados são fundamentais:

  1. Biossegurança e ergonomia (ambiente limpo, mobiliário adequado, material descartável e instrumentos desinfectados ou esterilizados de acordo com as normas da ANVISA);
  2. Boa avaliação das condições de saúde e hábitos de vida do cliente;
  3. Análise da pele (biotipo, sensibilidade, grau de hidratação, patologias e lesões elementares dermatológicas e a disfunção estética a ser tratada – neste item é sempre importante ouvir o que o cliente tem a dizer).

Em seguida partimos para a escolha dos produtos que utilizaremos. O protocolo padrão de limpeza de pele é constituído por: higienização, esfoliação, tonificação, emoliência associada ao vapor, extração, alta-frequência, máscara e finalização. Entretanto é necessário lembrar que um bom esteticista altera a sequência de seus procedimentos de acordo com a avaliação prévia realizada, personalizando assim o seu atendimento e obtendo resultados mais satisfatórios.

Por exemplo: se o cliente apresentar cardiopatia, o equipamento de alta-frequência não poderá ser aplicado. Deixamos de realizar a limpeza por isso? Claro que não. Substituímos por produtos que tenham ação similar ao equipamento, como os tônicos antissépticos. 

Uma boa extração depende exclusivamente de uma boa emoliência e esta é uma das maiores dúvidas. Alguns acreditam que para isso é indispensável a utilização do vapor ou de máscaras térmicas. Mas e se o cliente não se sente confortável exposto a esses métodos? E se o profissional está começando e não pode fazer tal investimento? 

A facilidade de extração vem de uma esfoliação adequada (afinamento da capa córnea), um bom emoliente (as emulsões costumam apresentar melhores resultados por causa dos compostos graxos que amaciam e amolecem a epiderme) e que o profissional não tenha medo de utilizar a agulha. Essas técnicas evitam o arraste duradouro que pode causar uma escoriação e resultar em uma hiperpigmentação pós-inflamatória.

As máscaras podem ser diversas, mas como a manipulação da pele a deixa sensível a mais comum é a calmante. As melhores opções são em forma de gel. Esse veículo é fácil de aplicar, de remover e por apresentar temperatura mais fria ajuda a diminuir a vermelhidão pós-extração. 

No mesmo dia da sessão podemos realizar hidratação e até peelings químicos. Tudo vai depender da sensibilidade da pele do seu cliente.

Muitos esteticistas não associam a massagem facial à limpeza com receio de estimular a síntese de lipídeos e aumentar a oleosidade. Lembre-se, o tempo que o seu cliente cuida da pele pode ser o único momento de descanso e relaxamento do dia. Crie lembranças agradáveis desse período. Associe aromaterapia, cromoterapia, música ambiente (pergunte o que gosta de ouvir) e faça  massagem. Escolha a base cosmética adequada, aplique por um tempo mais curto ou mesmo troque a relaxante clássica pela drenagem linfática facial. Fidelize.

Para finalizar, o clássico fotoprotetor durante o dia e antissinais, anti-acne, hidratantes, nutritivos, antioxidantes…o que você julgar adequado à noite.

Profa. Márcia Pires

Bióloga e Esteticista